Flagelo do tabagismo em Portugal
Anualmente são mais de 12 mil as vítimas mortais provocadas directamente pelo tabaco no nosso país, mas os números multiplicam-se a cada ano que passa a um ritmo alarmante. Porém, as medidas de prevenção tardam em ser implementadas e as recentes restrições continuam sem conseguir baixar as percentagens negras desta calamidade.
O último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), datado de 2008, amplia os contornos sombrios das consequências para os fumadores ao afirmar que apenas 14 em cada 100 pessoas com cancro do pulmão – a estripe mais fatal desta enfermidade – sobrevivem mais de cinco anos. De resto, esta é mesmo a sexta causa de morte em Portugal, nação cujo sistema nacional de saúde, o serviço público do sector, continua com uma diminuta capacidade para lidar com a doença, seja por falta de meios técnicos ou económicos, lacunas que cabe ao Estado resolver e parecem não ter fim à vista num futuro próximo, pelo menos a julgar pelas políticas do respectivo Ministério.
Em território nacional a parcela superior dos fumadores é do sexo masculino (38%), facto que mantém a tendência desde que há registos desta realidade, demonstrando, no entanto, outro dado preocupante, a ascensão da prevalência entre as fumadoras (15%), embora os valores referidos digam respeito a estimativas da população lusitana incluída nas faixas etárias dos 15 aos 75 anos, não abrangendo, portanto, todos os demais.
A informação torna-se ainda mais preocupante quando os estudos revelam que são cerca de 26 por cento os portugueses fumadores, uma taxa elevada que amplia a possibilidade do surgimento de doenças não-genéticas de forma significativa. De acordo com alguns especialistas é inclusivamente uma das principais razões da redução precoce da aptidão física entre os jovens, motivo fundamental por detrás do surgimento de doenças do foro cardíaco, diabetes e hipertensão, enfermidades associadas à obesidade e sedentarismo que prolifera nas sociedades modernas.
Se você que está a ler o presente artigo ficou alarmado quanto aos malefícios do tabaco tem fundamentos para tal. Contudo, fique também a saber que existe no mercado uma alternativa que substitui de forma excepcional os convencionais cigarros, os agora mais populares cigarros electrónicos, livres de quaisquer substâncias prejudiciais para a saúde mas possuidores de um paladar bastante idêntico ao tabaco tradicional, além da grande vantagem de poderem ser fumados nos espaços que actualmente a lei proíbe de serem usados por alguém com um cigarro acesso.
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